Você na Estação #9 – Análise Call of Duty: Black Ops


Call of Duty: Black Ops é situado na década de 1960, durante o auge da Guerra Fria. A história é focada nas divisões Special Activities Division (SAD) e Studies and Observations Group (SOG) da CIA, que atuam clandestinamente por trás das linhas inimigas.

Suas missões ocorrem em diversas partes do mundo, como Cuba, Laos, Vietnã e Montes Urais (Rússia Central). A campanha single-player é formada em torno de uma arma química experimental soviética chamada "Nova-6".


No game você controla primeiramente Alex Mason, agente da SAD e da SOG junto com Frank Woods e Joseph Bowman, enquanto você também joga com Jason Hudson, que trabalha em grupo com Grigori Weaver. No game também estão presentes Victor Reznov, de CoD: World at War e Dimitri Petrenko, que faz uma pequena aparição.

Enredo

Em 25 de Fevereiro de 1968, Mason, um agente do nível Black Ops (agente que faz trabalhos para o governo de seu país), está preso numa cadeira elétrica em uma sala de interrogatórios. Sem saber onde está e por que está ali, Mason é forçado a responder perguntas a seus sequestradores sobre uma emissora de números. As táticas usadas no interrogatório começaram a provocar uma série de flashbacks em Mason, que o faz então ser narrador do game.

Ele começa narrando a primeira missão, em que Ele, Bowman e Woods tentam invadir a Baía dos Porcos para assassinar o revolucionário Fidel Castro, figura histórica presente no game (assim como o Presidente Kennedy e Robert Mcnamara). Mason cumpre sua missão, mas a retirada é malsucedida e ele é obrigado a ficar para trás para proteger o avião dos companheiros. Mason então é capturado e Castro lhe diz que quem havia morrido era seu sósia, e não ele. Daí, começa a história do game.

Gráficos

A qualidade gráfica está muito boa, com cenários detalhados e efeitos realísticos muito bem feitos. São tão bons que poderiam ser classificados como ótimos, mas como há diferença nos FPSs da atual geração (MW3 e BF3), ele pode ser considerado bom. Os cenários são bem detalhados, com muitas coisas espalhadas pelo chão, soldados mortos, veículos destruídos, o sangue dos personagens, os efeitos de vidros quebrados e explosões, os efeitos do asfalto, que proporcionam o maior clima de guerra.


Os personagens também possuem traços bem definidos, expressões faciais bem convincentes, e em alguns níveis é possível até mesmo notar o suor na face dos NPCs (personagens não jogáveis); mas há um problema: a Treyearch errou em alguns detalhes, já que os NPCs são muito parecidos, e a grande maioria usa a mesma roupa, mas somente esse defeito aparece nos gameplays. As armas são bem detalhadas, possuindo todas as suas particularidades além de vários modelos de miras, várias cores e várias decorações, tudo muito bem passado na parte gráfica.

Nota para os gráficos: 9,6

Áudio

As músicas de fundo variam dependendo do que está acontecendo no game. Nos momentos tensos irão tocar músicas rápidas e pesadas, porém músicas lentas são tocadas quando o game está em fases de espionagem, por exemplo. As vozes com certeza são um show, além da sincronia dos lábios com a fala ser ótima; a dublagem consegue ser superior, contando com vários gritos de guerra, discussões entre personagens no meio das mais variadas cenas -- o que realmente coloca o jogador em clima de guerra. Os efeitos sonoros, sejam nas inacabáveis explosões, nos inúmeros helicópteros, ou até mesmo no puxar do gatilho (quando a munição acaba) com certeza são passados de forma majestosa, e dispensam qualquer tipo de comentário.

Nota para os efeitos sonoros: 10

Campanha

A campanha com certeza é sensacional. Contendo várias reviravoltas, a história prende o jogador até o final. No decorrer do jogo, o jogador passa por diversos cenários, e pilota uma grande variedade de veículos, passando por fugas de motocicleta a batalhas de helicóptero que com certeza farão com que você jogue novamente, não só pela platina, mas também pela diversão (assim como eu fiz).

Nota para a jogabilidade: 9,7

Dificuldade

A dificuldade varia de acordo com o nível escolhido no início do jogo. Na dificuldade Normal o jogo não é muito difícil, e mesmo morrendo várias vezes, dificilmente o jogador fica com aquele ódio maligno, querendo entrar no jogo e sair matando todo mundo de uma vez (isso aconteceu comigo no GTA IV). Já nas dificuldades Veteran e Hardened, prepare-se para morrer muito. O jogador cansará de ver a tela cheia de sangue, e terá que fazer muitas tentativas para passar as fases, a não ser que seja um hacker ou um demente-mental-retardado que fica jogando o dia inteiro.

Nota para a dificuldade: 9

Multiplayer

O modo Multiplayer cumpre muito bem seu papel, contendo os mais diversos modos de jogo, além de centenas de armas e uma boa variedade de Perks e Killstreaks para desbloquear. Durante as partidas Multiplayer, o jogador acumula os famosos COD Points, que são usados para comprar as armas, perks, killstreaks, entre outros produtos, que, por sua vez, só são desbloqueados para compra com o passar dos níveis pelo jogador. Ou seja, além de precisar adquirir experiência para desbloquear as armas, o jogador também precisa administrar bem seus COD Points para poder comprá-las.


Porém, além de todos os modos de jogo conhecidos pelos fãs da série, existe também o modo de jogo chamado Wager Matches, em que não vale o seu nível, suas armas, seus perks, nem nada do tipo; são partidas regradas, que dependem apenas da sua habilidade como jogador. E durantes essas partidas é possível apostar os COD Points em salas que são divididas entre apostas baixas, médias e altas.

Nota para o multiplayer: 9,8

Modo Zombie

O modo Zombie também é muito divertido, principalmente porque pode ser jogado cooperativamente, com um amigo no mesmo console ou com pessoas de todo o mundo na internet. A única coisa que esse modo deixou a desejar foi na variedade de fases. Infelizmente o modo Zombie possui apenas quatro fases diferentes, que apesar de bem elaboradas e de dificuldade razoável, em algumas horas de gameplay é possível fechar todas as quatro.

Nota para o modo Zombie: 9,5

Conclusão

Call of Duty: Black Ops é sensacional, com belos gráficos, ótima jogabilidade e um áudio de arrepiar, que faz jus à franquia Call of Duty, muito respeitada no mundo dos FPSs. E mesmo oCoD: Black Ops possuindo seus defeitos e imperfeições, é um título muito bem trabalhado pela Treyearch.

Média: 9,6

Nota Final: 10

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Esta análise foi escrita pelo leitor Renato Neto, que nos autorizou a publica-la aqui no Blog Estação dos Jogos.

 

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